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Importância do auto-cuidado

05/02/2021

Completamos mais de um ano em isolamento social. São meses longe da rotina, da família e dos amigos. 

Além disso, quando acessamos a Internet ou ligamos a televisão, somos bombardeados com notícias desalentadoras, afinal, além da perda de mais de 220 mil vidas, ainda não temos previsão do início da vacinação em massa, em meio à interminável disputa política, com doses de esperança de vez em quando.

Em resumo, são meses de distanciamento social contínuo, que estão cobrando um preço muito alto para a nossa saúde. 

E esse prejuízo se mostra em mais cigarro e bebida alcoólica, mais comida ultraprocessada, mais tempo perdido assistindo televisão e de internet, menos exercício físico, menos sono de qualidade, menos alimentação saudável, menos socialização, menos auto-cuidado. 

Pensando em termos comportamentais, a pandemia da Covid-19 trouxe essas mudanças para a vida de muitas pessoas, de acordo com Marilisa Barros, professora titular de Epidemiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (FCM-Unicamp), na pesquisa “ConVid Comportamentos”, realizada em parceria pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). 

“Das pessoas entrevistadas, 40,4% disseram ter sentimentos de tristeza ou depressão, e 52,6% afirmaram experimentar sentimentos de nervosismo ou ansiedade, muitas vezes ou sempre. O maior impacto na saúde mental ocorreu nos adultos jovens, nas mulheres e nas pessoas com antecedente de depressão”

Marilisa Barros, professora titular de Epidemiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (FCM-Unicamp)

Além do isolamento, esses problemas acontecem pela quebra da nossa rotina, especialmente para quem ainda está em home office. 

A falta de contato com os colegas e a cobrança excessiva por resultados, a rotina cansativa de reuniões virtuais e a intensa troca de mensagens por aplicativo contribuem para agravar transtornos mentais e comprometer a nossa saúde mental.

E uma maneira para amenizar um pouco esse transtorno é bem simples. 

Quando permanecemos em casa, teoricamente não precisamos nos produzir da mesma forma como faríamos para ir ao nosso local de trabalho presencial, porém os especialistas indicam que o simples hábito de vestir uma roupa bonita, se cuidar e manter a rotina normal do dia-a-dia, pode melhorar o nosso desempenho durante o dia.

 

Isolamento em casa

Nesse período de isolamento, optamos por passar muitos dias trabalhando de pijama, ou com roupas bem confortáveis e informais, o que é prazeroso por um curto espaço de tempo, mas a longo prazo, como não temos certeza de quando a nossa rotina voltará ao normal, essa prática acaba influenciando a nossa auto-estima.

Afinal, escolher uma roupa que faça a pessoa se sentir bonita, interessante e bem consigo mesma é importante para a nossa autoimagem. E nesse estado mental positivo, o nosso organismo libera a serotonina, o hormônio da felicidade, responsável pelo equilíbrio químico cerebral.

Recomendação dos especialistas

Os hormônios ligados ao bem estar – endorfina, serotonina e dopamina – atuam justamente na prevenção de transtornos mentais. 

E no cenário atual, em relação especificamente à depressão, o estudo da professora Laura Helena Guerra de Andrade, coordenadora do Núcleo de Epidemiologia Psiquiátrica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP), mostrou que a mulher tem duas vezes mais chances de apresentar o transtorno do que o homem. Por isso, é necessário se cuidar.

Procurar cumprir uma rotina no dia a dia, especialmente em home office, auxilia o profissional a manter o foco e o desempenho. Arrumar-se para o expediente logo de manhã faz com que a rotina se imponha. 

Deixar a roupa separada um dia antes, meditar, tomar um banho, se vestir, se maquiar, tomar um bom café da manhã antes de ligar o computador, são exemplos que equilibram e organizam uma rotina diária. 

Vale muito a pena escolher roupas confortáveis, coloridas e bonitas para manter uma energia positiva, com esperança de que os tempos melhores estão chegando. Escolha suas peças favoritas aqui na Glitzy!
 

Fontes:

Harper´s Bazaar
https://harpersbazaar.uol.com.br/estilo-de-vida/homewear-por-que-se-arrumar-para-ficar-em-casa-ajuda-na-saude-mental/

Agência FAPESP
José Tadeu Arantes – O Agravamento dos Transtornos Mentais durante a Pandemia